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Você conhece o monitor fetal?

Você conhece o monitor fetal?

Fazer ultrassons, ver os contornos do seu filho, checar seu crescimento, imaginar qual será o sexo e sonhar com os possíveis nomes. Cada ida ao médico é uma explosão de bons sentimentos, sendo uma das consultas mais intensas aquela que os pais ouvem pela primeira vez a frequência cardíaca do seu bebê! Um coração dentro de outro, o amor mais puro de todos. É um contato tão precioso, por que será que dura pouco? Ou melhor, DURAVA! Hoje, graças a diversos avanços da área da saúde e da tecnologia, mamãe e papai podem ouvir o coração do seu filhote durante a gestação, no conforto da sua casa, todos os dias. Basta ter um monitor fetal. Conheça agora todos os detalhes desse moderno aparelho!

O que é, exatamente, um monitor fetal?

Um equipamento de aplicação médica de alta performance, cuja sensibilidade é capaz de realizar a captação dos batimentos cardíacos do feto no ventre da gestante por meio do sistema eficaz, chamado “Doppler”. O conjunto de ferramentas utilizado no detector fetal permite a transmissão de uma onda ultrassônica de baixa intensidade por meio do seu transdutor para o interior do corpo.

Cada onda transmitida no detector fetal é refletida pelos movimentos sanguíneos ou cardíacos de artérias e veias captada pelo detector fetal. Os sinais são captados e amplificados para serem apresentados em formato sonoro claro por um alto-falante possibilitando a identificação dos movimentos cardíacos ou sanguíneos.

Como é o manejo do monitor?

De maneira geral, utilizar um monitor fetal sozinha, é muito simples.

Coloque uma pequena quantidade de gel para eletrocardiograma em seu abdômen, (caso o produto não acompanhe o aparelho, não se preocupe, ele pode ser facilmente achado em casas de produtos hospitalares). Coloque a sonda diretamente em cima do gel e ligue o aparelho. Mova o aparelho lentamente, em movimentos circulares. Comece na parte inferior da barriga se você estiver no primeiro trimestre e para cima do umbigo se você estiver com mais de 20 semanas.

E para as gravidinhas que estão bem no início da gestação, das semanas 8-14, indicamos realizar o processo com a bexiga cheia. Isto contribuirá para colocar seu útero acima da cavidade pélvica!

Quais são os monitores fetais disponíveis para compra?

Ainda não existe uma grande gama de produtos que sejam devidamente regulamentados pela Anvisa – o que é muito importante para garantir a segurança da mamãe e do bebê.  Dentro dos aprovados, separamos os três modelos com maior visibilidade. Confira:

Doppler Fetal Portátil FD-200A – MD

Identifica a frequência cardíaca fetal com alta performance e sensibilidade. Com Design ergonômico, leve e de fácil operação. Possui alto falante, e não tem saída para fones de ouvido. Pode ser utilizado em casa, mas é fabricado visando uso profissional. Não possui visor digital e funciona a pilhas.

Baby Doppler G-Tech

Detecta e grava o som dos batimentos cardíacos do bebê, assim como a sua frequência cardíaca. Pode ser utilizado a partir da 12° semana de gestação. Único do mercado com duas saídas para fones de ouvido, possibilita que duas pessoas escutem ao mesmo tempo os batimentos do bebê. Ou seja, mamãe e papai podem ter essa linda experiência juntos! O monitor funciona por sistema de ultrassom e não apresenta riscos.

Detector fetal Mini Sonar MS101

O produto possibilita escutar o coração do bebê a partir da 12ª semana de gestação, com avaliação do ritmo cardíaco fetal durante a gravidez e parto, e também é desenvolvido para uso profissional. Prático e portátil, utiliza baterias e acompanha bolsa para transportes. Podemos dizer que o seu único defeito é não ter saída para fones de ouvido, o que indiretamente interfere na privacidade desse momento tão especial.

O que dizem os especialistas?

As opiniões a respeito da utilidade do monitor são bem adversas, isso por que muitos médicos são contra o uso deste aparelho. E nós vamos explicar o porquê.

Enquanto uma grande parte considera o Doppler uma forma fácil e efetiva dos pais verificarem o estado de saúde do bebê durante a gestação, outra acredita que esse conhecimento pode causar preocupações desnecessárias.

Para entender esse argumento, precisamos lembrar que o aparelho capta todo o som que vem da região abdominal da mamãe. E é justamente ai que mora o problema. Qualquer movimento do interior do corpo, como o do ar nos intestinos ou, simplesmente, a circulação do sangue, também se irá traduzir em frequência.

É preciso muito cuidado para distinguir os batimentos cardíacos do feto do restante dos ruídos, caso contrário os pais podem interpretar erroneamente o que ouvem. É muito fácil, por exemplo, confundir o som do sangue a circular pela placenta com o som do coração do bebé. Além disso, é provável que, mesmo no caso de conseguir identificar a frequência cardíaca do bebê, não consiga diferenciar anomalias ou defeitos congénitos. E outra, tem dias em que a posição de bebê não favorece e simplesmente não conseguimos ouvir o coraçãozinho – o que é normal e poderia acontecer facilmente em uma consulta ou exame de ultrassom, mas pode causar desespero nos pais.

Considerando os argumentos médicos, dois pontos são muito importantes:

  • O monitor fetal não substitui as consultas de rotina! Consulte regularmente o especialista para que lhe faça uma ecografia completa, assim é possível avaliar o fluxo sanguíneo nas válvulas e nas cavidades do coração, analisar as artérias do útero da mamãe, além de verificar tantas outras possíveis complicações da gravidez.

  • Tenha em mente as dificuldades na hora de ouvir o coraçãozinho do seu filho em casa, e não entre em pânico caso não consiga. Informe o seu médico logo que decidir comprar o monitor. Ele mesmo vai poder dar-lhe informações valiosas sobre os preços, quais as melhores marcas e como o deve usar para que a informação que recebe seja o mais fidedigna possível.

Importante: o detector fetal não tem efeitos nocivos para a saúde do bebê, ele apenas capta e amplifica as ondas sonoras emitidos por ele.

Outras opções

Exames que detectam o batimento cardíaco do bebê:

  • Ultrassom vaginal: O batimento cardíaco fetal pode ser visto através de um ultrassom vaginal cerca de 6 semanas após o dia da última menstruação

  • Ultrassom abdominal: Os ultrassons abdominais normalmente detectam o batimento cardíaco fetal por volta de 7 a 8 semanas de gravidez.

  • Fetoscópio: Próximo da vigésima semana de gestação, um fetoscópio pode detectar um batimento cardíaco fetal.

Você conhecia esse aparelho? Chegou a ter essa experiência na sua gestação? Conte pra gente! Escreva e faça parte da nossa Comunidade!

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Redação - Alô Bebê

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