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Tudo sobre o método BLW

Tudo sobre o método BLW

Introduzir novos alimentos na vida do seu filho sempre é uma aventura! Agora, já imaginou deixar o seu bebê, de meses, decidir o quanto irá comer? É isso que o método BLW propõem! Segundo essa técnica, o pequeno deve ser o protagonista de sua alimentação. Mas como será que isso funciona na prática? Vamos descobrir agora!  

Afinal, o que significa BLW?

A sigla vem do termo em inglês “Baby-Led Weaning”, que pode ser traduzida como introdução alimentar guiada pelo bebê. Essa uma abordagem de introdução alimentar em que o processo é conduzido pelo bebê. A proposta geral desse método é que o bebê seja o protagonista de sua alimentação.

Como a BLW é feita?

Na teoria, o pequeno come apenas o quanto quiser e por quanto tempo tiver vontade – sem auxílio. Ele deve se servir de alimentos bem cortados e cozidos, sempre com suas próprias mãos, pegando e levando-os a boca. Não há a necessidade de talheres e nem da assistência e insistência dos pais.

A partir de que momento posso iniciar essa prática com meu filho?

Como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam aleitamento materno exclusivo até os seis meses, o indicado é introduzir a BLW somente a partir do sétimo mês. Nesse momento, já é possível começar a oferecer uma pequena variedade de alimentos – e com o tempo, essa gama só irá aumentar, confira:

Como o bebê de 6 meses não consegue realizar o movimento de pinça com os dedos (entre o indicador e o dedão), ele agarra tudo com a mão inteira, e por isso o alimento deve ser cortado em forma de palito, para ser maior do que o seu punho. Ele vai comer a parte que fica fora da mão

Para esse começo, aqui estão algumas sugestões de alimentos com formato mais fácil para segurar:

  • Cenoura, brócolis, tomate, abobrinha, chuchu, couve, batata, pepino,

  • Inhame, abóbora, maçaroca de milho bem cozido, beterraba em palito,

  • Quiabo, vagem, couve-flor, omelete com salsinha,

  • Banana, pêra, mamão ou outras frutas cortadas. Evite frutas pequenas, como uvas, e mais duras, como maçãs cruas, devido ao risco de engasgo

Com o tempo, o sistema psicomotor do bebê vai evoluindo. E em geral, aos 9 meses, ele já consegue pegar alimentos com diferentes cortes, como por exemplo, uma rodela tomate. Percebendo esse avanço no desenvolvimento do pequeno, os pais já podem oferecer até mesmo os grãos de arroz, feijão e outras leguminosas, pois neste momento (próximos as 10 meses) o movimento de pinça normalmente já está presente. A coordenação do bebê evolui tanto neste primeiro ano que por volta dos 12 meses o bebê já estará comendo a mesma alimentação da família!

E falando em família, desde o primeiro momento na BLW, é indicado que pequeno coma com o restante das pessoas da casa. O hábito é importante não só pela experiência alimentar como pela rotina de participar de refeições com todo mundo. Por menor que ele seja, se sentirá incluído, perceberá que estão compartilhando da mesma comida e seguirá exemplos. E principalmente, perceberá a importância desse ritual, que é tão marcado por amor e afeto!

Talheres x Mãos

É claro que o seu filho irá aprender a usar grafo, faca e colher – e acredite: na maioria das vezes será intuitivo. Os cuidadores são encorajados a deixar os talheres disponíveis desde o início da introdução alimentar. À medida que o bebê vai se desenvolvendo e acompanhando as refeições em família, nas quais todos os membros comem com talheres, ele então passa a se interessar e manuseá-los.

Dica para facilitar a mastigação do pequeno

Os alimentos duros devem ser cozidos para facilitar a mastigação, e mesmo que o bebê não tenha dentes, a gengiva também é capaz de triturar o suficiente para que ele possa engolir. Caso tenha dúvida se o bebê consegue realmente amassar cada alimento com a gengiva os pais podem colocar o alimento na própria boca e tentar amassar usando somente a língua e o céu da boca.

Benefícios X Contraindicações da BLW

O método permite que o bebê explore alimentos por conta própria e aprenda a lidar com as diferentes texturas ainda nos seus primeiros meses. Isso se mostra importante, pois crianças que só são apresentadas à comida em pedaços mais tarde (depois dos 10 meses) tendem a ter mais resistência para comê-la e podem ser menos abertas a novos sabores ao crescer.

Teoricamente, a técnica é um empurrão na direção de uma alimentação mais saudável e abrangente, além de um estímulo constante à mastigação.

Porém, a BLW ainda é muito recente e não há evidência científica suficiente para embasá-la.

Além disso, é necessário tocar em um ponto bem chatinho: a sujeira. Imagine o seu filho fazendo TODAS as refeições com as mãos. Com certeza, terá comida nas roupinhas, no chão, no cadeirão, e sabe-se lá onde mais! E isso, implica no desperdício e no fato que de muita comida talvez não vá para o estômago do bebê. Nessa exploração alimentícia, o seu filho pode acabar não consumindo todos os nutrientes de que necessita para estar saudável.

Alimentação responsiva

Levantamos esses pontos para mostrar que, na maioria dos casos, não existe uma única fórmula para alimentar seu bebê. Se ele adora brincar e experimentar comidas, mas não está se fato se alimentando como deveria, talvez uma papinha de noite seja uma ótima solução, não é mesmo?

Esse meio termo, com bom senso, amor e responsabilidade é a chama “alimentação responsiva”. Ela envolve estar atento às sensações de fome e, principalmente, saciedade do bebê, ter paciência e alimentá-lo lentamente, respeitando seu tempo. Envolve nunca forçar o bebê a comer (apenas encorajar). Tem a ver com experimentar diferentes combinações de alimentos, sabores, texturas quando a criança não se mostrar interessada pelo alimento, mas, em todo caso, respeitá-la caso ela não queira comer. A alimentação deve ser encarada como um momento de aprendizado e amor. Por isso, fale com a criança durante a refeição, mantenha contato visual com ela, procure estimulá-la a tocar nos alimentos e levá-los à boca. É a hora perfeita de criar e/ou fortalecer vínculos!

Para você que já é mamãe: como foi a introdução alimentar do seu filhote? Consegue se imaginar fazendo esse processo com o método BLW? Conte pra gente!

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Redação - Alô Bebê

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