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Tudo o que você precisa saber sobre corrimento na gravidez

Tudo o que você precisa saber sobre corrimento na gravidez

Que a gravidez é um turbilhão de emoções do começo ao fim todo mundo sabe, mas o período também significa uma infinidade de mudanças que vão além dos sentimentos. As transformações mais perceptíveis acontecem no corpo da mulher, porém impactam também — e de modo bem considerável — o sistema hormonal.

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Logo nas primeiras semanas da gestação, as glândulas do colo de útero aumentam muito; esse crescimento acontece com o objetivo de produzir um muco espesso, conhecido como rolhão mucoso, responsável por fechar o canal cervical até o fim da gravidez e impedir as bactérias presentes no canal vaginal de chegarem até o bebê. Além disso, normalmente o primeiro sinal de que o bebê está pronto para nascer acontece quando o rolhão mucoso é expelido.

Depois do aumento das glândulas vaginais, o epitélio da vulva e da vagina também sofre transformações em decorrência da alteração dos hormônios nessa fase. Há uma intensificação na secreção vaginal, além de descamação das células da vagina e variação na flora da região. Mas não há motivo para pânico, pois isso tudo é normal e considerado uma resposta do organismo, que passa a ter o objetivo principal de preservar a nova vida que começa a se formar.

Os hormônios em maior quantidade aumentam também a acidez da vagina, que durante a gestação pode apresentar pH superior a 4,5. Isso pode fazer com que a mulher enfrente algo que, embora seja normal e afete muitas outras mulheres (grávidas ou não), ainda gera muitas dúvidas: o corrimento vaginal.

O que é corrimento vaginal?

Corrimento vaginal é o termo utilizado para se referir aos fluidos expelidos pela vagina e que são completamente naturais. As secreções vaginais são importantes para manter a região limpa e livre de infecções, uma vez que ajudam a eliminar células mortas e bactérias.

Quando é considerado normal, o corrimento pode aumentar em certos períodos do mês, nos quais o sistema hormonal sofre alteração, já que está diretamente ligado à produção de estrogênio, antes ou depois de menstruar ou se a mulher fizer uso de anticoncepcional. Nesses casos, o corrimento pode ser espesso, aquoso ou elástico, podendo apresentar cor branca ou transparente, não ter odor ou ter odor suave.

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Entretanto, é preciso estar alerta caso o corrimento vaginal apresente outras características, como coloração esverdeada ou amarelada, coceira ou odores muito fortes. Esses sintomas normalmente costumam ser um sinal importante para que a mulher procure seu ginecologista e investigue mais adequadamente o caso.

Corrimento na gravidez

O corrimento na gravidez também é considerado normal. De acordo com especialistas, as secreções vaginais na gestação costumam aumentar muito, principalmente entre o segundo e terceiro trimestres. Para garantir que tudo ocorra dentro do previsto, a mulher precisa ter a atenção redobrada e manter em dia as consultas do pré-natal e as de rotina.

Durante a gravidez, o corrimento deve ser considerado como um sinal de alerta se apresentar cheiro muito forte, mudança de coloração, além de acompanhar outros sintomas, que vão desde ardência e coceira até cólicas.

Caso algum desses sinais apareça, é fundamental que a gestante faça um acompanhamento médico para descobrir a origem da secreção e iniciar o tratamento. Os sintomas descritos estão associados, na maior parte dos casos, a doenças ginecológicas que podem ser tratadas, mas que podem evoluir para quadros mais sérios caso não recebam o devido cuidado. Nesses casos, o corrimento na gravidez passa a ser considerado patológico e representa um risco para a saúde da mulher e do bebê.

Observar é importante

A dica é estar sempre alerta a qualquer sinal de alteração. A cor do corrimento pode dizer muito sobre a saúde da mulher: se for branco e até mesmo transparente, é considerado normal; se estiver avermelhado ou em tons de marrom, pode indicar a presença de sangue, que pode ter ocorrido há pouco tempo ou ter coagulado no interior da vagina — nesse caso, o melhor é ir ao obstetra, que poderá fazer um diagnóstico mais preciso da situação.

Já quando o corrimento apresenta cor amarelada ou esverdeada, na maior parte dos casos é um indicativo de infecções. É comum que o corrimento na gravidez com essa coloração esteja associado a outros sintomas, como coceira, vermelhidão e até ardência ao urinar. Mais uma vez, o melhor caminho é consultar um profissional que poderá indicar de maneira adequada como tratar a situação. Alguns quadros infecciosos são mais comuns nesses cenários, como candidíase, clamídia e até mesmo gonorreia, por isso o diagnóstico correto é essencial para a saúde da mulher e do feto.

Como evitar o corrimento na gravidez

As dicas para evitar o corrimento na gravidez são simples, mas muito eficazes. Especialistas garantem que hábitos diários, como utilizar sabonetes neutros e evitar calças muito justas ou roupas íntimas muito apertadas, evitam a proliferação de bactérias e as infecções vaginais. Além disso, algumas orientações são importantes:

  • evite o uso de sabonetes perfumados ou bactericidas;

  • não faça ducha vaginal, mesmo após as relações sexuais;

  • não utilize absorventes internos, pois aumentam a incidência de bactérias e infecções;

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  • prefira calças mais largas, vestidos ou saias.

  • Quando procurar o médico

Nós sabemos que o período da gestação, principalmente para as mamães de primeira viagem, costuma dar aquele friozinho na barriga, e muitas dúvidas podem surgir. Em relação ao corrimento na gravidez, já revelamos que ele pode ser considerado normal na maioria dos casos.

Porém, também é preciso estar alerta até o fim do período gestacional e procurar o obstetra ou ginecologista caso o corrimento apresente cor diferenciada e acentuada, tenha cheiro forte ou seja acompanhado por outros sintomas, como coceira, dor ou vermelhidão, se houver dor ou sangramento durante as relações sexuais, perda de sangue ou suspeita de rompimento da bolsa amniótica. E as duas últimas situações nem precisam estar necessariamente associadas ao corrimento na gravidez para despertar a atenção da mulher.

Existe tratamento?

Sim! Embora o corrimento seja um sinal de alerta do organismo, quando ele ocorre na gravidez é considerado patológico ou indicativo de alguma doença ou infecção, por isso o obstetra ou ginecologista devem fazer todos os exames necessários para identificar a causa e iniciar o tratamento adequado. Os exames podem ser apenas físicos, durante a consulta, ou laboratoriais e complementares.

Os cuidados podem variar caso a caso, podendo ir desde medicações tópicas vaginais ou orais. Entretanto, é preciso lembrar que as gestantes não devem tomar nenhum tipo de remédio por conta própria ou que seja indicado por outra pessoa que não o médico de confiança e especialista. É importante reforçar que mesmo medicamentos naturais podem agravar o quadro de corrimento na gravidez, o que pode causar ainda mais problemas para a saúde da mulher e do bebê.

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Redação - Alô Bebê

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