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Psicologia infantil: Quando é hora de levar meu filho?

Psicologia infantil: Quando é hora de levar meu filho?

Existe uma infinidade de coisas que podem desencadear conflitos nas crianças, como atritos familiares, a separação dos pais, a perda de um ente querido, a chegada de um novo irmãozinho, mudanças de cidade e brigas no colégio, por exemplo. Mas nem sempre são questões como essas que dão origem a problemas.

Apesar de muitos se lembrarem da infância como aquela etapa de nossas vidas em que não temos outra preocupação além de brincar, dar asas à imaginação e descobrir o mundo, nessa fase os pequenos passam por uma avalanche de experiências novas e transformações.

Novos desafios

É nesse ponto de suas vidas que as crianças começam a ser expostas às pressões do dia a dia, pois precisam lidar com professores e deveres de casa, com a troca de escola e a necessidade de fazer novos amigos, com as cobranças dos pais e com as expectativas que são depositadas neles.

Muitos pequenos passam por essas situações todas com a maior tranquilidade, mas outros não conseguem enfrentar tanta novidade com facilidade e, por isso, acabam desenvolvendo ansiedades que passam a interferir em seu desenvolvimento e se manifestam na forma de comportamentos diferentes do habitual. Mas, quando, afinal, os pais ou responsáveis devem procurar a ajuda de um psicólogo infantil?

Quando a terapia é indicada?

Segundo os especialistas, a psicoterapia infantil geralmente é indicada para crianças entre os 3 e 11 anos de idade e que, por alguma razão, começam a agir de maneira diferente, a ter dificuldades de relacionamento e a apresentar uma variedade de comportamentos estranhos. Mas, para auxiliar os pais a decidirem se seus filhos precisam da ajuda de um terapeuta, existem algumas pistas.

Normalmente, as queixas mais comuns estão relacionadas a questões como agressividade, excesso de timidez, comportamento antissocial, déficit de desenvolvimento, choro constante, birras, medos desproporcionais, ciúme exagerado, dificuldades escolares, hostilidade, apatia, indiferença, ansiedade, distúrbios alimentares, baixa autoestima, falta de interesse, hiperatividade e problemas de concentração, por exemplo – os quais surgem de forma repentina e se tornam persistentes.

Ninguém melhor do que um psicólogo para avaliar a necessidade de tratamento, e é através de uma conversa franca e aberta com os pais e responsáveis que o profissional poderá avaliar se o comportamento da criança realmente é inadequado e foge do esperado e se a psicoterapia é a melhor solução.

Mas é importante ter em mente que também pode ser o caso de que se trate simplesmente do temperamento normal do pequeno – mais introvertido ou extrovertido do que o de outras crianças! – e, reforçando o que dissemos antes, os adultos devem se preocupar se ocorrer uma mudança súbita e a nova conduta se tornar repetitiva.

Como as sessões com os pequenos acontecem?

Nem sempre são os pais que percebem que as crianças estão precisando de ajuda. Pode ser que outros adultos do convívio familiar notem variações no comportamento, que a escola envie alguma nota ou convide os responsáveis pelo pequeno para um bate-papo. Além disso, a indicação pode vir de pediatras ou outros profissionais que cuidam da saúde e do bem-estar dos nossos filhos ou do professor da escolinha de futebol.

Seja como for, depois que se identifica que pode haver algo de errado e que os pais encontram um terapeuta de sua confiança, o primeiro passo será participar de uma sessão inicial para que o psicólogo tenha condições de obter informações sobre a criança, possa entender o universo em que ela se encontra inserida e, a partir daí, determinar a melhor estratégia a ser seguida durante o tratamento.

Só depois desse contato inicial é que a criança começa a comparecer às consultas e, caso seja necessário, conforme o trabalho do terapeuta vai progredindo, os pais podem ser chamados periodicamente para atender a novas sessões para trocas de informações e para receber orientações sobre como ajudar seu pequeno e intervir em seu cotidiano quando necessário.

Sobre as terapias propriamente ditas, como nem sempre as crianças conseguem expressar o que estão sentindo ou explicar como se sentem, muitas vezes os psicólogos fazem uso de opções lúdicas, como bonecos, pinturas, lápis de cor, massa de modelar, jogos, brincadeiras e todo tipo de material que ajude os pequenos a estabelecerem uma relação de confiança com o terapeuta e revelem a ele os seus sentimentos e incômodos.

Essa técnica também pode contribuir para que a criança – com a ajuda e a orientação do terapeuta, que atua como um facilitador durante as sessões – trabalhe questões que a preocupam, compreenda suas ansiedades e encontre saídas para as suas aflições.

Conforme já comentamos, os responsáveis serão convidados a participar de alguns encontros ao longo do tratamento, e é imprescindível que os adultos se envolvam no processo e auxiliem o terapeuta. Inclusive pode acontecer de o psicólogo ver a necessidade de reunir a família toda para ter um melhor entendimento da dinâmica familiar, e não é raro que ele também solicite a colaboração da escola.

O que esperar do tratamento?

A psicoterapia infantil costuma trazer resultados bastante positivos para a criança, uma vez que o tratamento ajuda os pequenos a superarem suas ansiedades e permite que eles desenvolvam as habilidades necessárias para enfrentar problemas futuros e encarar as dificuldades com mais serenidade.

O interessante é que os benefícios do tratamento não se limitam apenas à solução de problemas do presente, mas se estendem à adolescência e, consequentemente, à vida adulta. E não é só isso: com o envolvimento dos pais e responsáveis no processo, e inclusive de outros membros da família, todos acabam colhendo os frutos do bom trabalho desempenhado pelo terapeuta!

A preocupação dos pais com o bem-estar dos filhos é completamente normal, e nós aqui do Alô Bebê esperamos que este artigo tenha ajudado você a entender um pouco melhor as necessidades do seu pequeno e se realmente é hora de procurar um terapeuta. Aliás, se você já passou pela experiência de levar sua criança a um psicólogo infantil, não deixe de contar para a gente; e se conhece outras mamães com dificuldades, aproveite para compartilhar este conteúdo com elas!

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Redação - Alô Bebê

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