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Pequenos com dor de barriga: quando devemos nos preocupar?

Pequenos com dor de barriga: quando devemos nos preocupar?

Quando o assunto são as dores abdominais, se para nós, adultos, às vezes é difícil determinar a origem do desconforto, imagine para os pequenos que, dependendo da idade, nem sequer conseguem apontar ou comunicar o que estão sentindo. Contudo, nós aqui da Alô Bebê reunimos alguns sintomas que podem ajudar a identificar certos problemas e diferenciar o que é algo normal de uma condição mais grave. Confira!

Problema pra lá de comum

As dores de barriga – e na barriga – são incrivelmente comuns em crianças e, na grande maioria das vezes, não consistem em nada sério. Frequentemente, a causa do problema nem sequer chega a ser identificada, já que é difícil diagnosticar os responsáveis pelas dores abdominais.

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O mais habitual é que os pequenos melhorem em algumas horas ou poucos dias, sem que seja necessário tratamento e, quase sempre, o desconforto é resultado da constipação, gases, intestino irritado, verminoses, uma virose simples e até mesmo do medo e da ansiedade. Pode também acontecer de as crianças estarem reagindo à alimentação e o desconforto seja provocado por alergias ou intolerâncias alimentares, assim como por alguma intoxicação ou, ainda, por conta do refluxo e de a criança ter comido demais – ou de menos!

De modo geral, a orientação é que pais e responsáveis se certifiquem que o pequeno faça repouso, consuma líquidos, como sucos, chazinhos e água, ingira alimentos mais leves, pouco condimentados e siga uma dieta focada em frutas, legumes e verdurinhas e, se o pediatra recomendar, a criança pode tomar um remedinho para a dor.

Caso o pequeno não melhore, não existam causas evidentes para o desconforto e o quadro piore, é importante entrar em contato com o pediatra ou levar a criança diretamente ao hospital. Além do exame preliminar e esclarecimento de dúvidas com os pais, os médicos podem solicitar uma série de testes para determinar um diagnóstico, como hemogramas, exame de fezes e urina, raios X e a ultrassonografia, por exemplo. Mas, quando devemos nos preocupar?

As infecções, como as de urina e as gástricas, bem como em outras regiões do corpo, como nos ouvidos e nas vias respiratórias, além de problemas renais, podem gerar desconfortos abdominais e requerem tratamento médico. Existem ainda condições que exigem intervenção cirúrgica, como é o caso das obstruções intestinais e da famosa apendicite.

Reconhecendo sinais de alerta

O apêndice é um pequeno tubo que se estende do intestino grosso e, quando acontece uma obstrução, ele pode se tornar infeccionado. Geralmente, a dor começa na região central do abdome, mais concentrada na parte inferior direita do corpo, e a criança sente desconforto ao toque na área, quando tosse ou espirra e ao caminhar.

Também podem surgir sintomas como falta de apetite, febre alta, náusea e diarreia, e se pais e responsáveis suspeitarem de que o pequeno tem apendicite, é necessário buscar ajuda médica para determinar se há ou não necessidade de remover o apêndice. Outros sintomas que exigem uma visita ao hospital é se a criança apresentar abdome distendido e mais rígido que o normal, dor ao fazer xixi e urina ou fezes com presença de sangue ou pus, e vômito contendo sangue ou nas cores verde, amarelo ou marrom.

Lembrando que ninguém melhor do que os pais e responsáveis para identificar que há algo de errado com os pequenos. Então, se você notar que o seu filho não está bem e que se trata de alguma coisa diferente do normal, não hesite! Siga a sua intuição e procure ajuda médica! Esperamos que você tenha gostado do post e não deixe de compartilhar o conteúdo e a sua opinião nos comentários.

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Redação - Alô Bebê

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