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Guarda compartilhada: como pais separados devem cuidar do bebê

Guarda compartilhada: como pais separados devem cuidar do bebê

Vocês eram dois e, de repente, com ou sem surpresa, viram três, ou quatro, ou cinco. De casal, passam a família e o bebê é o grande responsável por essa transformação.

Acontece que, por vezes, o casal não resiste ao nascimento do bebê e cada adulto decide seguir seu caminho. Se fossem apenas os dois, já seria dolorido. Quando a separação envolve um bebê, tudo fica ainda mais complicado.

A guarda compartilhada, regime de cuidados que divide a participação do pai e da mãe na vida de uma criança vem sendo apontada como a saída mais honrosa e menos traumática para enfrentar essa nova forma de viver.

Por isso mesmo, a guarda compartilhada tem sido sugerida por advogados, juízes, psicólogos e educadores como uma boa ideia.

Se bem organizada, com rotinas e combinados bem acertadas, pode ser mesmo a saída. No entanto, se o filho envolvido for muito pequenininho, talvez não seja possível compartilhar tudo, o tempo todo. Se a criança ainda mama, talvez precise passar mais tempo com a mãe.

O direito à amamentação até os dois anos ou mais é garantido à criança e não deve, de forma alguma ser objeto de disputa ou polêmica num eventual processo de divórcio.

Todo mundo deve batalhar para que o desmame aconteça de forma natural e suave, sem pressões.

Outro ponto importante é que, por mais que os pais não estejam bem resolvidos, é preciso garantir os cuidados com o bebê. A visita mensal ao pediatra, a medicação, as medidas de peso e altura, a vacinação em dia.

Nada disso pode ser negligenciado em função da separação, por mais que ela esteja sofrida. Os pais devem acertar como vai funcionar essa parte e devem cumprir à risca.

Além disso, devem se comprometer a manter a outra parte por dentro de quaisquer tratamentos, enfermidades e pequenos incidentes.

Não se brinca com a saúde do bebê. Guarda compartilhada não é jogo de empurra. Ao contrário é a garantia de que o bebê poderá contar com o pai e com a mãe e não só com um deles.

Da mesma forma, as recomendações do pediatra precisam ser obedecidas nas duas casas. Se, por exemplo, a introdução alimentar começou, ela deve ser igualzinha na casa da mãe ou do pai.

Se o pediatra pediu para esperar um mês para começar a introduzir feijão, ou ovo, essa dica deve ser seguida na casa de um e de outro.

Caso contrário, a criança pode se confundir e bagunçar o desenvolvimento. A guarda compartilhada precisa ser um caminho de cooperação e nunca de confusão.

Na fase mais crítica da separação, é uma boa ideia pedir ajuda para os avós da criança. Em geral, pela experiência e pelo amor que nutrem pelo bebê, os avós costumam ser bons conselheiros e podem ajudar a criança a se sentir normal e tranquila, mesmo em dias ruins.

É importante que os acordos firmados para a guarda compartilhada valham também quando o bebê estiver com os avós paternos ou maternos. Apesar de território neutro, a casa do vovô e da vovó precisa ser um lugar que segue as mesmas regras dos outros ambientes visitados pela criança.

Ao contrário do que muita gente imagine, bebês entendem bem quando os pais estão brigando ou se desentendendo. Sentem, inclusive uma sensação bem ruim de abandono se ficar sendo jogado daqui para lá e de lá para cá.

Podem sentir culpa, ou dúvidas de com quem quer ficar. Podem ter raiva da mãe ou do pai e ficar bem confusos em relação aos sentimentos. Afinal, são muito pequenos ainda e não têm experiência para processar tudo.

Por isso, acolhimento e segurança são as palavras de ordem na guarda compartilhada. E jamais, jamais mesmo, o pai deve falar mal da mãe ou a mãe falar mal do pai na presença da criança. Claro que isso vale para os avós e outros membros da família.

Se o bebê vai para o berçário, mantenha os educadores e cuidadores bem informados de todo o desdobramento da separação. Nessa fase, o bebê pode ficar mais sensível, ficar mais adoentado, ou mais agressivo.

Durante a fase mais difícil do divórcio e até que a guarda compartilhada esteja funcionando em velocidade de cruzeiro, não é o momento de mudar de escola, tirar a fralda, largar a chupeta ou passar por qualquer grande revolução.

O pediatra pode ser um bom parceiro também. Bebês podem perder o apetite ou ficar gulosos em tempos de estresse. As recomendações para contornar essa fase são importantes. O sono também pode ter mudanças.

Talvez a criança só consiga dormir na cama da mãe, ou do pai. O pediatra pode dar uma força para organizar a situação. Talvez por um tempo não faça mal, mas se for a perder de vista, talvez traga alguma confusão para o bebê.

Podem aparecer medos estranhos durante a separação. Do escuro, de homens com barba, ou de alguma música. Nenéns não entendem bem o que sentem e podem misturar tudo.

Sem forçar a barra, mostrar que o tio barbudo é um cara legal, que tem sempre uma luz acesa no corredor e que existem outras músicas mais felizes.

É tempo de chocar a cria, acolher, cuidar de perto, conversar bastante e viver agarradinho com seu bebê. É disso que ele vai precisar nesse momento.

Agora que você está craque em guarda compartilhada, olhe em volta e, se tiver algum amigo ou amiga, ou ainda um parente, passando por uma separação ou se adaptando à guarda compartilhada, que tal enviar esse artigo a ele?

As redes sociais têm esse papel, de chegar aos amigos mais queridos e esclarecer dúvidas que podem estar martelando a cabeça.

Se separar, principalmente com bebê novinho em casa, pode ser bem difícil e dar uma força, abraçar e ajudar deve ser função de todo mundo que ama aquele bebê.

Sem se intrometer e sempre perguntando antes se os pais querem ser ajudados, ficar solidário e continente pode transmitir a tranquilidade que os pais estão buscando e o bebê está sempre precisando.

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Redação - Alô Bebê

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