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Entenda o que e quais são os graus de placenta

Entenda o que e quais são os graus de placenta

Este texto é importante tanto para as mamães de primeira viagem quanto para as mulheres que já tiveram filhos, pois nele desvendaremos tudo que é preciso saber sobre a placenta, o órgão formado durante cada gestação, responsável por garantir que o bebê receba os nutrientes necessários durante os 9 meses de gravidez.

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Você sabia que, além dessa função principal, a placenta tem outras finalidades e que ela apresenta diferentes graus?

O que é placenta?

A placenta se forma quando o zigoto, que é a junção do óvulo e do espermatozoide, fixa-se no fundo do útero, no processo conhecido como nidação. Metade do zigoto se desenvolve e forma o bebê e outra metade se transforma na placenta, o órgão vital para o crescimento e a oxigenação do feto.

A aparência de uma placenta se assemelha a um fígado de boi, por apresentar muitos vasos sanguíneos que recebem os nutrientes que passam da mãe para o bebê pelo cordão umbilical.

Funções

A placenta desempenha inúmeras funções durante a gestação, sendo as principais:

  • levar nutrientes e oxigênio ao bebê;

  • transferir calor;

  • proteger o bebê de infecções;

  • produzir hormônios importantes para o período gestacional;

  • armazenar os resíduos produzidos pelo feto (como urina);

  • proteger o bebê contra os impactos físicos que a mãe pode sofrer.

Desempenhando papel tão importante, muitas mães escolhem tratar o órgão depois que ele é expelido naturalmente quando o bebê vem ao mundo. Algumas famílias optam por não fazer o corte do cordão umbilical, esperando que o processo de separação ocorra naturalmente, o que pode levar até 10 dias. Outras seguem gestos mais simbólicos, como enterrar a placenta para representar a “árvore da vida”, uma vez que o órgão é tão representativo para o nascimento de uma criança.

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Apesar de gerar muitas controvérsias entre especialistas, há quem, como outros mamíferos, defenda a ingestão da placenta depois do parto. É importante ressaltar que no Brasil não há regulamentação para essa prática, mas quem a defende diz que ajuda a mãe a recompor nutrientes perdidos durante o parto, porém não existe nenhuma pesquisa que comprove os benefícios.

Os graus de placenta

Como tudo durante a gestação, a placenta tem fases que os especialistas dizem estar relacionadas ao seu grau de desenvolvimento. Isso ainda é algo pouco comentando, sendo preciso que a mãe e a família aprofundem leituras sobre a gestação para encontrarem mais informações sobre o assunto.

Os graus de placenta podem ser 0, 1, 2 ou 3, números que estão associados à maturidade do órgão. Sendo assim, quanto maior for o número, pode-se dizer que mais “envelhecida” está a placenta. Entretanto, esse grau não está relacionado à idade da mulher que decidiu engravidar, mesmo porque já sabemos que hoje em dia é cada vez mais natural e seguro ser mãe em uma fase mais madura. Na verdade, o grau de placenta que varia de 0 a 3 acontece em todas as gestações e está ligado ao período da gravidez.

No ultrassom, o grau de placenta é apresentado em números romanos: I, II e III. Segundo os especialistas, a maior parte das gravidezes não chega ao grau 3. De acordo com obstetras e ginecologistas, o grau 0 de placenta é o mais comum durante o primeiro semestre da gestação. É quando o órgão se encontra homogêneo na aparência e não apresenta nenhum tipo de calcificação.

O grau 1 costuma dar os primeiros sinais depois do 1º trimestre de gravidez, quando a textura da placenta vai assumindo características mais onduladas e algumas calcificações são detectadas. Caso o grau 1 apareça no ultrassom, a mamãe não precisa ficar alarmada, pois o transporte de oxigênio e nutrientes para o bebê continua assegurado.

O grau 2 pode aparecer entre a 36ª e 37ª semanas de gravidez, quando a calcificação da placenta se inicia na região em que o órgão se liga ao útero.

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O grau 3 apresenta o nível máximo e mais acentuado de calcificação da placenta. É como se o órgão estivesse no nível mais elevado de maturidade, mas isso não significa necessariamente que será preciso antecipar o parto, sendo possível levar a gestação conforme o cronograma estabelecido durante o pré-natal.

Alguns fatores externos podem acelerar o processo de amadurecimento da placenta, como fumar ou desenvolver infecções e hipertensão arterial.

E quando se atinge o grau 3 da placenta?

Em uma gravidez de menos de 34 semanas, o grau 3 de placenta pode ser considerado um sinal de alerta, e o obstetra deverá fazer exames mais completos, uma vez que uma placenta com um nível de maturidade maior tende a levar nutrientes e oxigênio em um volume menor até o feto. Isso pode, sim, acarretar um desenvolvimento mais lento do bebê, facilitando problemas de desenvolvimento após o parto.

Embora seja necessário fazer um acompanhamento individual para identificar o melhor tratamento para retardar as consequências caso a placenta tenha atingido o grau 3 antes da 34ª semana, o descanso da mãe, bem como melhora na alimentação e diminuição no intervalo entre as ecografias podem fazer com que os efeitos sejam menores e que o desenvolvimento do feto ocorra normalmente.

Tudo isso só ressalta a importância de a gestante manter o acompanhamento médico e especializado durante toda a gestação, afinal os exames de rotina podem detectar mudanças antes mesmo de elas se tornarem problemas.

Para alguns especialistas, durante o desenvolvimento, os pulmões do feto expelem secreções na placenta, o que acelera o processo de amadurecimento do órgão e faz com que os graus evoluam mais rapidamente. Dessa maneira, quando a placenta atinge os graus 2 ou 3, pode significar que os pulmões do bebê estão desenvolvidos e em pleno funcionamento. Entretanto, vale lembrar que os graus 0 e 1 não querem dizer que tudo não aconteça normalmente e que o bebê não esteja se desenvolvendo como o esperado.

Curiosidade

Você sabia que a placenta emite som e que recentemente descobriu-se que esse ruído causa um importante efeito calmante nos bebês? Algumas mamães têm relatado que seus filhos tendem a ficar em completo silêncio quando os sons do útero são reproduzidos. Com uma busca rápida na internet, é possível encontrar playlists variadas com horas e horas de sons que se assemelham ao que o bebê escutava enquanto estava na barriga.

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A calmaria, de acordo com especialistas, acontece porque nem sempre o choro dos bebês significa fome, sono ou sede, podendo indicar também quando se sentem desprotegidos. Os sons placentários, nesse caso, fazem com que se recordem do período em que estavam seguros dentro do útero materno.

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Redação - Alô Bebê

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