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Como lidar com uma gravidez não-planejada

Como lidar com uma gravidez não-planejada

Muitas mulheres nascem com o desejo de ser mãe. Outra grande parte não.  Aos 3 anos, uma parcela das meninas já batizou sua boneca favorita com o nome que será da sua primogênita. Algumas garotas montam salas de aulas exclusivas para ursos de pelúcia e só pensam na possibilidade de engravidar quando desce a primeira menstruação. Tem aquelas que chegam no 15º aniversário dizendo que terão um casal de gêmeos, fruto do seu casamento aos 25. Cada mulher é única, e tem um planejamento para sua vida. Seja profissional, acadêmico ou familiar, todas tem um sonho. E quando se tem um plano tão bem desenhado, é normal se pensar que tudo irá se encaixar e convergir para o acontecimento, certo? Errado. Seria realmente lindo se as coisas acontecessem da maneira que idealizamos quando crianças. Mas a realidade a outra. Por mais romântica e pura que seja a ideia traçar nosso próprio destino, as vezes ele simplesmente não acontece. Ou, desobedece toda a cronologia que desejamos. E em 90% das vezes, precisamos nos adaptar. É exatamente o que acontece com uma gravidez não planejada.

Seja como casal ou mãe solo, nos dias de hoje quem planeja ter um filho começa os preparativos com um ano de antecedência (da concepção). É feito uma gorda poupança, quartos infantis sob medida, investimento em acompanhamento nutricional e psicológico, e até mesmo viagens para o exterior para preparar o enxoval com descontos. Dessa forma, quando uma mulher é pega desprevenida, não é somente o coração que fica abalado com a chegada surpresa do bebê, mas a casa e também o bolso.

Emocional

Qualquer desvio de rota, percalço ou susto, nos causa estranhamento. Precisamos primeiro entender o que aconteceu, refletir e depois agir. Com um filho, que inicialmente não estava nos planos, é a mesma coisa. Podemos dizer que o primeiro trimestre, em geral, é o momento da descoberta e aceitação da gravidez. É o início das mudanças de papéis familiares, para a construção de uma nova estrutura familiar. Nessa fase, é importante a comunicação dos membros da família, para um maior entrosamento durante a gestação. A mulher pode ficar um pouco confusa, emocionalmente sensível, com diversas dúvidas e receios diante da novidade. O mais comum é apresentar sentimentos de ambivalência – quero e não quero, estou certa e estou errada –, o que intensifica a angústia. Estes sentimentos fazem parte do lidar com o desconhecido e não há motivo para alarde. A ansiedade também está bem presente nos primeiros meses, mas a boa notícia é que tende a diminuir com a chegada do segundo trimestre.

Mix de sentimentos

Um dos primeiros passos, e mais difíceis de serem dados, após a confirmação da gravidez, é esquecer a culpa. Grande parte das mulheres que passam por uma gravidez não planejada, utilizava métodos anticoncepcionais. Porém, sabemos que camisinhas podem estourar, existem remédios que diminuem a eficácias das pílulas e DIU que passam do prazo de validade antes do esperado. Querer entender exatamente como e quando a concepção aconteceu não irá mudar o cenário, e apenas deixará a mamãe mais nervosa – e possivelmente neurótica. São águas passadas e o que realmente importa é que você foi presenteada, afinal, não há nada mais mágico do que gerar uma vida.

Se você já esperava ter um filho em algum momento da vida, pode ser menos difícil da ficha cair. Certamente quando o primeiro ultrassom for feito, tudo fará sentido e lágrimas de alegria tomarão conta do seu rosto! Ver o coração do seu bebê bater, traz uma nova perspectiva dessa fase e te trará certeza de que ser mãe é uma dádiva.

Conte para e com a sua família

Você precisa de acolhimento e compreensão. E na maioria das vezes, somente a família é capaz de proporcionar tudo isso. Seja em um abraço ou na companhia para um lanche da tarde, é fundamental que não se sinta sozinha durante a gestação. Sabemos que muitas pessoas condenam mulheres que têm filhos não planejados, e infelizmente esse julgamento pode vir das pessoas que mais amamos – como nossos pais. Nessa hora, deixe bem claro que você precisa de apoio, e que, afinal, está carregando o neto (a) deles. Seja sincera com seus sentimentos, situação financeira, e não hesite em pedir ajuda.

O pai da criança

Caso ocorra dentro de um namoro longo ou casamento, as chances do susto passar mais rápido são grandes. Você conhece e escolheu o que companheiro justamente por que ele está do seu lado para o que der e vier, não é mesmo? Essa é apenas mais uma prova desse amor!

E mesmo que não seja uma relação estável, o papai tem todo o direito de saber da situação. Você pode se surpreender com a reação dele, e essa será uma ótima chance de você encontrar um bom suporte para enfrentar a gestação. Caso o bebê seja fruto de algo mais esporádico, vá em frente e conte ao parceiro envolvido. Mesmo que a sua reação não seja das melhores, lembre-se que ele tem deveres a cumprir como progenitor. E você deve cobrar. De qualquer maneira, tudo se ajeitará da melhor forma.

Com tantas reações aparentemente negativas, fica parecendo impossível curtir esse começo de gravidez, certo? Errado! Separamos dicas práticas para você aproveitar a gestação, em toda a sua plenitude.

  • Procure uma atividade física de baixa/média intensidade e prazerosa. Os exercícios liberam substâncias no organismo que promovem o bem-estar. Lembrando sempre da liberação médica e do acompanhamento de profissionais especializados em gestantes, independentemente do trimestre;

  • Permita-se vivenciar sentimentos como tristeza, raiva, choro, dúvidas, receios. Não se culpe por tê-los, isso não significa algo negativo. Como falamos, faz parte! Procure reconhecê-los e expressá-los de forma saudável.

  • Compartilhe a gravidez somente com as pessoas que você tiver vontade e quiser, para ficar mais feliz ainda;

  • Converse com o companheiro (a) sobre suas mudanças, tanto emocionais quanto físicas. Reforçando que você precisa do apoio e elogios;

  • Intensifique a relação com seu bebê. Os vínculos começam a ser criados ainda na barriga, então por que perder tempo? Converse, acaricie e cante para ele. Logo nos primeiros meses da gestação a audição do neném é formada, então ele te ouve perfeitamente. Você pode falar sobre o que está sentindo, o que o espera, contar sobre a família, o que tem comprado para ele, cantar e ler também, entre outros “papos”;

  • Faça o enxoval, prepare o quartinho o bebê, organize os presentes que ele ganhou. Mesmo que seja um pequeno armário ainda no quarto dos pais, aprontar o ambiente para receber o seu filho é uma maneira carinhosa de criar o seu “ninho”. Esse processo certamente irá te deixar mais segura;

  • Falando em preparação, se for possível, busque cursos de cuidados com o bebê, como shantala. Ler e estudar sobre temas relacionados ao desenvolvimento do bebê é uma ótima ideia. Toda informação é bem-vinda e aumenta a sua confiança para enfrentar os desafios que virão;

E durante qualquer período da gestação, se sentir forte tristeza, medo, angústia, erupção de conflitos e ansiedade extrema, procure ajuda de um especialista para lhe acompanhar. Todos esses sentimentos podem aparecer, mas a intensidade e a frequência determinam se está tudo bem com você. Não sofra sozinha!

O bebê sente tudo isso?

Sim! É tão importante cuidar e tratar da saúde emocional da mamãe nesse processo, por que ela afeta diretamente o desenvolvimento do bebê! Apesar de não haver conexão direta entre o sistema nervoso materno e fetal, emoções como ira, medo e ansiedade fazem com que o sistema nervoso da mãe libere certas substâncias químicas na corrente sanguínea, alterando a composição do sangue materno e que, transpondo a barreira placentária modificarão a bioquímica do ambiente intrauterino, onde está se desenvolvendo o feto.

Esta transformação provoca-lhe um estado de alarme que se manifesta por aumento ou diminuição dos batimentos cardíacos e aumento ou diminuição da atividade motora, podendo chegar à imobilidade.

Diante disto, se o nível de angústia e ansiedade da gestante tiver intensidade muito elevada ou mesmo se sofrer traumas emocionais ou estresse, crônico ou agudo, há de desencadear grande sofrimento fetal, marcando-o profundamente, podendo mesmo acarretar problemas orgânicos e psíquicos, com decréscimo de seu desenvolvimento físico.

O que isso quer dizer na prática? Que o neném demonstra seu sofrimento ainda na barriga da mamãe. De início, na busca do alívio das tensões, o pequeno fica com o corpinho hiperativo. É como se ele estivesse esperneando e chorando, para livrar-se do que lhe causa incômodo. Mas, a longo prazo, se a situação estressante torna-se crônica, o feto "substitui" esse mecanismo de defesa pela diminuição das atividades motoras, que sugere a possibilidade de depressão e de decréscimo de energia vital.

Comprovadamente, gestantes infelizes e deprimidas têm maior probabilidade de ter partos prematuros ou de ter bebês com pesos mais baixos ao nascer, podendo ser hiperativos, irritáveis, manifestar dificuldades na alimentação, apresentar distúrbios do sono, choro excessivo e necessidades incomuns de ficar no colo.

Planejamento financeiro

Obviamente não foi possível fazer uma reserva de dinheiro para a chegada da criança. Mas isso não impede que seja feito um plano para os próximos meses! De acordo com os economistas, uma boa maneira de economizar e também criar uma poupança para o pequeno, é reservar de 20% a 30% do orçamento todo o mês. Isso é apenas uma sugestão, então se a mãe ou casal não tiver condições de guardar esta porcentagem de sua renda mensal, não há motivo para desespero. Mas é claro que se os gastos mensais ficarem sempre no limite é preciso avaliar com cautela seus todas as despesas. Até por que, é comprovado que os gastos de um filho são proporcionais à sua idade: quando mais velho ele for, mais despesa ele dará. Isso se deve principalmente a entrada na escola.

Dicas para reduzir os consumos da casa de imediato:   

A partir do momento que aquele teste de farmácia deu positivo, tudo mudou. Aquela foi, literalmente, a sua primeira compra na era “pós bebê” – e agora seus gastos foram remodelados. Agora, antes de passar o cartão de crédito, você terá de pensar se aquele gasto supre também as necessidades do bebê e não somente a sua, já que, além da alimentação e produtos de higiene dos pais, entram na lista também produtos específicos para a higiene do bebê, papinhas, leites e roupinhas por exemplo. Dessa maneira, as listas de itens tidos como básicos irá aumentar, e consequentemente, os “extras” terão que diminuir. Esse corte é o que chamamos de eliminação dos supérfluos. Isto não quer dizer que você precisa abdicar totalmente de seu entretenimento, mas que é possível escolher outras opções, como por exemplo, trocar o jantar no restaurante por um prato preparado em casa. O cinema por um filme na plataforma de streaming. É uma boa chance de treinar os dotes culinários e fazer boas maratonas de séries!

Orientações para a chegada do bebê: como preparar a casa e economizar ao mesmo tempo?

Enxoval, mobília para o quarto, plano de saúde, babá ou creche. O que é essencial para o seu filho e como prover tudo isso sem estourar o orçamento da casa? Separamos dicas preciosas para te ajudar nessa missão:

  1. Liste tudo! A primeira recomendação para comprar os itens do bebê de forma consciente é saber exatamente o que ele precisa. Assim, você consegue ter um controle maior sobre o que está faltando e pode ir riscando aquilo que já foi adquirido, sem correr o risco de levar para casa o mesmo produto apenas de marcas diferentes.

  2. Não tenha vergonha! Aproveite roupas e móveis repassados por familiares. Lembre-se de que muitas peças de recém-nascidos, especialmente as mais bonitas, são vestidas só em ocasiões especiais, e geralmente se conservam praticamente novas.

  3. Seja prática! Se ganhar presentes de que não goste ou que ache que não vai usar, troque-os na loja em vez de deixá-los ocupando espaço no armário. Não é falta de educação, é uma questão de funcionalidade.

  4. Pense na qualidade dos produtos na hora de comprar, para escolher os que vão durar mais. Macacõezinhos e calças sem pé, ou com pés que "abrem e fecham", servem por mais tempo. [

  5. Logo que souber da gravidez, faça as contas para descobrir a provável data do parto. Dessa forma você poderá programar as compras de acordo com a estação em que bebê nascerá. Assim, o pequeno terá exatamente que vestir para o clima e você e não se preocupará em ter um guarda-roupa completo para o ano todo. Apenas lembre-se de garantir algumas peças coringas caso vier um friozinho ou calor inesperado.

  6. Pergunte, peça conselhos! Não há nada melhor do que falar com quem já passou por essa situação. Seja com amigas ou em comunidades online, é indicado conversar com outras gravidinhas. Elas têm muito a contribuir na hora de dizer o que realmente foi necessário, de acordo com a experiência que tiveram com os próprios filhos, e apontar quais foram os investimentos que não valeram tanto a pena, que a criança mal chegou a usar ou que você consegue fazer substituições mais em conta.

  7. Estabeleça um valor fixo para os gastos e leve sempre em dinheiro. Determine uma data ou período que você vai fazer esse tipo de compras, não haja por impulso! Pesquise preços, procure pagar à vista porque ao longo da gravidez outros gastos surgirão. Se não for possível, negocie parcelas sem juros.

  8. Fique atenta às promoções de fraldas e comece o estoque antes de o bebê nascer. Opte por comprar principalmente os tamanhos M e G, que normalmente são mais usados. Não vá na mais barata apenas pelo preço – certifique-se da qualidade, senão acabará jogando dezenas de fraldas fora!

  9. Importante: não é bom deixar muito para o fim, pois sempre há o risco de o bebê nascer prematuro. O ideal é ter tudo pronto até o sétimo mês. Comprar na última hora também pode significar aceitar qualquer preço para ter um produto. Então, esses dois ou três meses no meio da gravidez acabam concentrando os gastos.

Caso você nunca tenha se deparado com uma listagem de enxoval, e precise iniciar suas compras o quanto antes, aqui está um levantamento básico. Aproveite para separar o que ficará sob sua responsabilidade e o que gostaria de ganhar no Chá de bebê. Separe a parte que quer de presente e mande para os amigos e familiares. Para bom entendedor, meia lista basta.

Vestuário:

  • Conjuntos de maternidae: 6

  • Macacões de manga comprida com pezinho: 8

  • Macacões curtos: 6

  • Body de manga comprida com calça: 12

  • Body de manga curta: 6

  • Calça: 16

  • Casacos de lã antialérgica ou de linha: 3

  • Cueiros: 3

  • Pares de meias: 6

  • Babadores: 4

  • Manta: 2

Móveis e acessórios para o quarto

  • Berço

  • Colchão de berço

  • Armário

  • Cômoda

  • Trocador

  • Poltrona de amamentação

  • Mosquiteiro

  • Dica: os móveis e as cores da parede do quarto do bebê devem ser pensadas a longo prazo. Aposte em tons neutros para facilitar a combinação de outras peças ao longo do crescimento da criança. Deixe cores fortes para os enfeites.

Cama e banho

  • Jogos de lençol para berço: 4

  • Lençol avulso para berço com elástico: 2

  • Cobertores para berço: 1

  • Cobertas para enrolar: 2

  • Jogos de lençol para carrinho: 2

  • Protetores de colchão: 2

  • Toalhas de banho com capuz: 3

  • Toalhas fralda para banho tamanho G: 4

  • Toalhas fralda para ombro tamanho M: 4

Higiene do bebê

  • Cesta higiênica

  • Paninhos ou toalhinhas de boca

  • Regurgitadores

  • Fralda (de pano ou não)

  • Sabonete neutro

  • Pomada antiassaduras

  • Banheira

  • Lenços umedecidos

  • Copinho para amamentação

  • Bolsa térmica para cólica do bebê

  • Termômetro digital

  • Cortador de unha

  • Jogo de escova e pente

Higiene da mamãe

  • Caixa de absorventes para os seios

  • Hidratante

  • Protetores para seios e conchas de amamentação

  • Absorventes

Saúde

Sabemos que por mais apertado que seja o orçamento da casa, alguns gastos não podem ser deixar de lado. Sim, estamos falando da saúde da família!

Plano médico

Para maior segurança do bebê e da mãe, o pré-natal precisa ser incluído no planejamento o mais rápido possível. Os planos de saúde normalmente têm uma carência de 300 dias para cobrir o parto. Então, caso a família ainda não possua e opte por contratar um, a decisão precisa ser tomada logo. As principais opções existentes são:

  • Colocar seu filho como titular de um plano tradicional. Ele se encaixa na primeira faixa etária convênios, de 0 a 18 anos.

  • É possível incluir o pequeno no plano de saúde já existente do pais. Quando a mamãe já tem um plano, ele cobre as necessidades do bebê por até 30 dias após o parto, sem carência. Só é preciso lembrar de providenciar a inclusão da criança como dependente, durante a gestação, para não precisar cumprir carência.

  • Caso a gestante não possua um convênio, ela pode contratá-lo ainda durante a gestação e depois incluir a criança como dependente. Também é possível fazer a adesão apenas após o nascimento.

  • Outra possibilidade é incluir o neném no plano de saúde de seus avós.

Obstetra

Falando no bem-estar da mamãe e do feto, é importante escolher a dedo o médico que acompanhará de perto a gestação. Não se acanhe, marque horários com mais de um se sentir necessidade, e tome a decisão apenas com o obstetra que realmente ganhar a sua confiança. Esse especialista será um aliado tão importante quanto o pai do bebê e familiares, tanto na hora do parto quanto nos 9 meses anteriores. Para a primeira consulta oficial, anote todas as suas dúvidas em um caderno, para não esquecer, e pergunte tudo durante a consulta. Os esclarecimentos desse médico a deixarão mais segura e, de quebra, menos ansiosa.

Pediatra

É essencial estabelecer uma relação de confiança com o profissional que irá cuidar do seu filho até a adolescência. Para isso, é recomendado que o encontro inicial com o pediatra seja ainda no final da gravidez, a partir de 32ª semana de gestação. Assim, médico, mãe e pai se conhecem antes mesmo de o bebê nascer. Esta consulta proporciona a chance do pediatra checar os exames realizados no pré-natal, além de estabelecer um laço de segurança maior com a família.

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Redação - Alô Bebê

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