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Colesterol alto na gravidez: é normal ou devo me preocupar?

Colesterol alto na gravidez: é normal ou devo me preocupar?

O colesterol, apesar de toda a má fama que acumulou ao longo dos anos, é um tipo de gordura necessária para o bom funcionamento do nosso organismo. Os problemas começam a surgir quando os níveis se tornam elevados demais – especialmente em relação ao conhecido popularmente como "colesterol ruim", o LDL –, já que esse desequilíbrio pode desencadear o surgimento de uma série de condições de saúde, além de aumentar o risco de cardiopatias e da ocorrência de acidentes vasculares.

Colesterol alto na gravidez

Durante a gestação, é normal que os níveis de colesterol aumentem significativamente, muitas vezes chegando a superar em até 60% os índices que a mulher apresentava antes de engravidar. Apesar de os números assustarem bastante, a verdade é que ter o colesterol alto na gravidez não só é esperado como também necessário.

Isso se dá porque os altos índices de colesterol são essenciais para a correta produção de hormônios esteroides, como o estrogênio e a progesterona, que são vitais durante a gestação e desempenham um importante papel no desenvolvimento do bebê, especialmente na formação do cérebro e de membros saudáveis.

Para isso, tanto a placenta como o feto contam com enzimas específicas que alteram e modificam a estrutura do colesterol, e o aumento nos níveis geralmente ocorre durante o segundo trimestre, quando o bebê já está formado, e alcança o seu ápice no terceiro trimestre, voltando ao normal em até 4 semanas depois do nascimento.

Complicações

Quando os níveis de colesterol ficam fora de controle e sobem mais do que o esperado durante a gestação, tanto a mãe como o feto podem ficar expostos a uma variedade de complicações. Pode, por exemplo, ocorrer maior acúmulo de placas de gordura e o desenvolvimento da aterosclerose na grávida, condição que pode inclusive afetar o bebê, visto que a formação de grumos de gordura nas artérias dos pequenos – em decorrência do surgimento da condição na mãe – já foi observada.

Ademais, o colesterol alto aumenta o risco de hipertensão e diabetes gestacional, assim como de tromboses, que são potencialmente perigosas para a mãe e o bebê. O problema é que os medicamentos que normalmente são prescritos para o controle dos índices de colesterol não são indicados durante a gravidez, já que existem evidências de que eles podem causar anomalias fisiológicas no feto.

O ideal, portanto, é que a gestante se cuide durante a gravidez e mantenha uma dieta saudável e rica em fibras, legumes, verduras, frutas e alimentos integrais. Também é importante evitar o consumo de comidas gordurosas e produtos processados, dar preferência a sucos naturais e chás a refrigerantes e bebidas industrializadas e tomar muita água.

Além disso, é importante que as gestantes realizem atividades físicas regulares e específicas. No caso de mulheres que já apresentavam níveis de colesterol elevados antes de engravidar, o cuidado deve ser redobrado, e seu estado de saúde, assim como o desenvolvimento e bem-estar do bebê, devem ser monitorados de perto.

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E a sua gestação, como foi? Você passou por alguma complicação ou tudo correu às mil maravilhas e os 9 meses foram de total plenitude? Divida a sua experiência conosco nos comentários.

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Redação - Alô Bebê

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