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Balançar o bebê na hora de dormir faz mal?

Balançar o bebê na hora de dormir faz mal?

Como você faz para induzir o seu bebê a dormir? Sabemos que uma das táticas mais antigas da humanidade para fazer um pequeno pegar no sono é balançá-lo. Mas será que essa prática faz bem? Durante séculos o ato de segurar a criança no colo, levando os braços suavemente de um lado para o outro, foi considerado um sonífero poderoso. Porém, agora, com pesquisas e novos recursos, especialistas afirmam que esse método não é tão positivo a longo prazo. Descubra o porquê dessa polêmica afirmação.

Mal acostumado

Fazer do movimento uma forma diária de colocar o bebê para dormir pode ser bastante prejudicial ao pequeno e a família como um todo. Isso porque a prática faz com que o pequeno condicione seu sono ao ninar, ou seja, ele só vai conseguir dormir sendo carregado, em movimento. Imagine como será a noite dos pais quando não for possível pegá-lo no colo? Podemos prever um cenário bem turbulento! Para evitar essa situação de “dependência”, o ideal é usar o balanço como uma maneira de acalmá-lo, mas não de fazê-lo dormir.

Compromete a qualidade do sono

Ao ser balançado, o bebê não entra em um estado profundo e restaurador de sono, pelo contrário, seu corpo permanece alerta aos estímulos externos, como pode ser notado em bebês que acordam quando o movimento acaba. Quem nunca teve uma noite longa com o filho nos braços, que simplesmente abriu o berreiro no momento que foi colocado no colchão? Com certeza, muitas pessoas acham que esse choro é birra – mas não. A criança apenas não atingiu o grau de sono necessário para permanecer quietinha.

Ninar X Chacoalhar

Certamente você já ouviu falar na Síndrome do Bebê Sacudido. Essa condição, infelizmente, acomete muitos pequenos, e quando divulgado casos extremos, deixa muitos pais preocupados. Mas antes de abandonar completamente o hábito de balançar seu filho, tenha em mente a grande diferença entre ninar e chacoalhar! A síndrome só ocorre quando adultos fazem movimentos bruscos em crianças menores de 2 anos de idade, como balançá-las com força para frente e para trás com força e sem apoiar a cabeça. Isso pode acontecer em uma bronca, surto de raiva, mas também em brincadeira! Por isso é tão importante ficar olho, e não deixar amigos ou parentes se empolgarem no aviãozinho ou “balança-caixão” (de maneira geral, qualquer atividade que jogue a criança para o alto)

Esses abalos podem causar sangramentos e falta de oxigênio no cérebro do bebê, pois eles ainda têm os músculos do pescoço muito fracos, não tendo força para sustentar a cabeça de forma adequada.

Sintomas e consequências

Pode ser difícil identificar os sinais da síndrome porque os bebês não conseguem expressar o que sentem. Mas, sempre, seguido de um movimento de maior intensidade – seja qual for o motivo – mamãe e papai devem ficar de olho no surgimento de características como:

  • Irritabilidade excessiva do pequeno;

  • Tontura e dificuldade para ficar em pé;

  • Falta de ar;

  • Diminuição do apetite;

  • Tremores;

  • Vômitos;

  • Pele pálida ou azulada;

  • Convulsões.

Pode haver ainda consequências que são não visíveis, como uma hemorragia no cérebro ou nos olhos, danos na medula espinhal e pescoço, ou fraturas nas costelas. Em casos mais moderados, a criança pode aparentar não ter sofrido lesões, mas a longo prazo apresenta problemas de saúde, aprendizagem e desenvolvimento.

As implicações podem ser uma doença óssea ou a ruptura dos vasos sanguíneos ou dos nervos que percorrem o tecido cerebral. Se o ato de chacoalhar acaba com o impacto da criança contra alguma superfície, as sequelas podem ser ainda piores, chegando a destruir as células do cérebro, impedindo que este receba oxigênio suficiente.

Vale ressalvar que apenas alguns segundos são suficientes para que se produza uma lesão irreparável no cérebro. E nos casos mais graves, a criança pode morrer.

Atenção, pais!

A sacudida normalmente origina-se quando um dos pais ou as pessoas encarregadas do cuidado sacodem o bebê intensamente porque o pequeno não para de chorar. Essa reação violenta pode não ser planejada, mas também voluntária e intencional. Como saber se você ou seu companheiro está chegando próximo a esse limite? Conferindo a lista a seguir!

Fatores de risco

  • Ter expectativas pouco realistas sobre os bebês

  • Ser pais jovens ou solteiros

  • Estar submetidos a situações de estresse constantes

  • Violência doméstica

  • Consumo e abuso de álcool e substâncias

  • Situações familiares instáveis

  • Ansiedade e depressão (pós-parto ou não)

Tratamento

O cuidado é feito de acordo com as sequelas e lesões causadas pela síndrome no bebê, podendo ser necessário o uso de medicamentos, psicoterapia ou cirurgias para reparar os danos.

Além disso, é importante que os pais e cuidadores também procurem ajuda com um psicoterapeuta para ajudar a controlar o estresse e a raiva, e aprender a lidar com calma e paciência com a criança

Infelizmente, é muito mais comum do que imaginamos

Nos Estados Unidos, trata-se da principal causa de morte entre bebês com menos de 1 ano, quando vítimas de abuso. Lá, de 7 a 30% das vítimas da SBS morrem, de 30 a 50% apresentam déficits cognitivos e neurológicos para o resto da vida e somente 15% sobrevivem sem qualquer sequela. Na Espanha, calcula-se que ela atinge cerca de 100 bebês dentre os 450.000 que nascem a cada ano no país (dados de 2016). O número é tão alto, que a Associação Espanhola de Pediatria (AEP) qualifica esta síndrome como relativamente frequente, com 20 a 25 casos para cada 100.000 crianças menores de 2 anos em todo o mundo.

Você já tinha ouvido falar dos malefícios dessa prática? Certamente muitas pessoas ainda não conhecem as consequências do método. Para que o conteúdo alcance mais famílias, compartilhe esse artigo! Quem ama maternidade, sabe: não há nada melhor do que espalhar informações confiáveis para mamães e papais de primeira viagem. Falando em experiências, queremos saber como você faz ou fez para ninar o seu pequeno! Conte para nós! Deixe o seu comentário e participe ativamente da Comunidade Alô Bebê!

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Redação - Alô Bebê

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