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10 dicas para acalmar o bebê

10 dicas para acalmar o bebê

Nós sabemos: todos os bebês choram – principalmente nos primeiros meses de vida! Mesmo sendo esperado, esse hábito costuma deixar mamãe e papai extremamente preocupados! Para evitar dores de cabeça e o famoso sentimento de culpa, é crucial que os responsáveis entendam que existe dois tipos diferentes de choradeira: uma que é possível “curar” (com uma solução mais simples e prática) e a outra, que exige uma série de cuidados especiais. É justamente nessa segunda que vamos focar neste artigo!

Na maioria dos casos, abrir o berreiro é a forma encontrada pelo pequeno para comunicar aos pais que algo o está incomodando. Os motivos podem ser vários, como fome, sede, dor ou desconforto, frio ou calor, medo ou susto, e desejo de colo. Com o tempo, rapidamente a família aprenderá a ler os diferentes “tipos de reclamação” e será muito mais fácil acalmar o recém-nascido. Percebendo qual é o problema, fica muito fácil tranquilizar o filhote. Esse é o choro com a solução simples – que também não é tão fácil assim, não é mesmo?

Porém, muitas vezes, mesmo de banho tomado, trocado e alimentado, o seu filho continua agitado. Para essas horas, sugerimos as seguintes orientações:

 

  • Deixe o bebê se sentir envolvido pelo espaço – seja com uma manta ou com travesseiros ao redor. Essa sensação de estar “comprimido” é relaxante para ele”. E por que isso? O útero é um lugar bem apertado nos últimos meses da gestação, o que significa que ficar muito “solto” pode deixar seu bebê nervoso e inseguro. Faça o teste e repare como ele se acalma no colo e no carrinho, porque, além do aconchego, existe a restrição de movimento.

  • Emita sons. Você sabia que o silêncio não é algo habitual para um recém-nascido? O funcionamento do intestino da mãe pode chegar a altura de 80 decibéis nos ouvidos do bebê! Sendo que em uma conversa em tom normal esse nível é de 60! Isso quer dizer que, principalmente nos três primeiros meses fora da barriga da mamãe, o pequeno realmente sente falta desses ruídos, e pode ser isso exatamente o que falta para que o seu momento de descanso fique completo! Como ele já conhece e reconhece a voz da mamãe, histórias e canções de ninar são ótimas pedidas para essa hora.

  • Prepare o ambiente. Da mesma maneira que apagamos todas as luzes, fechamos cortinas e desligamos os aparelhos eletrônicos para garantir a nossa noite de sono, o bebê também merece essa organização. Não adianta seguir todas as orientações do mundo para acalmar seu filho, se ele estiver em um salão de festas com crianças correndo de um lado, e adultos discutindo de outro. O bom senso precisa prevalecer, sempre!

  • Alivie as possíveis cólicas. Coloque o bebê deitado com a barriga sobre o seu antebraço e a cabeça apoiada em suas mãos. Caso haja algum desconforto gastrointestinal, essa manobra aliviará o chororô em segundos. A posição é chamada de decúbito ventral.

  • Dê um banho. O contato com a água é a chave (ela remete o pequeno ao útero)! Por isso, não se preocupe se ele já estiver limpo, e de cabelos lavados – o objetivo dessa vez não é esse. Coloque uma musiquinha tranquila, uma gotinhas de óleo de lavanda na água, maneire na temperatura (entre os 37 e 38 graus), e aproveite o momento para assegurar o seu filho de que você está do lado dele. Passe as mãos em suas costas, nuca e reforce o vínculo com seu bebê. O tato e o olhar são os instrumentos mais poderosos para que os pais se identifiquem como referência de cuidado.

  • Faça massagem. A partir do 1º mês de vida, é possível aplicar a Shantala, método milenar indiano de massagem para bebês! Ele é famoso por seu poderoso efeito relaxante e alívio de dores. Há diversos cursos que ensinam essa técnica, vale muito a pena.

  • Estabeleça uma rotina. Principalmente nos três primeiros meses de vida, isso pode ser desafiador. Mas ter horários influencia diretamente no ciclo de sono do pequeno. Quando a casa e a família estão sintonizadas com o ritmo diário próprio bebê, automaticamente acaba estabelecendo junta horários regulares tanto para dormir (seja de dia ou de noite) quanto para comer e até brincar. Isso deixa o bebê mais seguro, pois ele sabe o que esperar ao longo do dia, e a longo prazo, resulta em uma criança menos chorosa e irritada!

  • Mantenha a calma. O choro e a insatisfação constante do bebê realmente podem abalar o coração de qualquer mamãe ou papai! Mas lembre-se: não é culpa sua, é a situação mais comum do mundo. E segundo, pedir ajuda é necessário e não faz de ninguém uma pessoa pior, dividir as tarefas é humano. Caso esteja muito exausta ou triste, coloque o bebê no berço, e vá para uma janela tomar uma ar. Todo mundo merece um descanso.

  • No colo, com amor. Coloque o bebê próximo ao seu coração! E estamos falando de maneira literal. O som dos batimentos cardíacos da mamãe foi ouvido por ele durante toda a gestação, então colocar o pequeno próximo ao peito é uma maneira muita prática (e fofa) de trazer conforto.

  • Balance o bebê com moderação. Embalar os pequenos é praticamente um movimento automático dos adultos para acalmá-los, mas é preciso dosar a mão. O vai e volta excessivo pode deixar o bebê tonto, e pior se ele tiver mamado a pouco tempo, ai já sabe… E infelizmente, a longo prazo, essa prática pode ocasionar sangramento no cérebro, acarretando danos permanentes e até mesmo a morte. Isso é chamado de "Síndrome do Bebê Sacudido" e é uma condição muito séria.  

DICA

Mesmo seguindo todas essas orientações, o seu bebê continua chorando excessivamente? Então é muito importante procurar o pediatra e discutir se não há uma explicação clínica para tamanho desconforto (como uma cólica, por exemplo). E lembre-se: à medida que cresce, a criança aprende outras formas de dizer o que quer e a necessidade de chorar sempre diminui.

Você já tinha utilizado alguma dessas táticas antes com seu pequeno? Tem alguma dica preciosa para compartilhar conosco? Com certeza, muitas famílias ainda passam por momentos de tensão quando ouvem o chororô começar. O bom é que podemos ajudar, não é mesmo? Levando esse conteúdo ao maior número de pessoas possível.

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Redação - Alô Bebê

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